Cascavel – O processo de licitação para a concessão do Hospital de Retaguarda ainda está em andamento, após quase 30 dias da abertura das propostas. A licitação ocorreu no dia 11 de setembro, depois que a data inicial foi adiada pelo Município. Apenas uma empresa apresentou uma proposta, que ultrapassou R$ 9 milhões para um contrato de 10 anos, significando um repasse mensal de R$ 75 mil ao Município.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que o processo se encontra na fase de análise técnica. A subcomissão responsável pela Análise de Proposta Técnica identificou a necessidade de esclarecimentos adicionais e documentos complementares relacionados aos critérios de qualificação e experiência técnica. Em cumprimento à recomendação, foi realizada uma diligência com a empresa proponente, e posteriormente, os documentos complementares foram enviados pela empresa para reavaliação da subcomissão.
“Neste momento, não há uma vencedora ou proposta consolidada. O processo continua sob análise técnica e administrativa. A escolha da licitante vencedora só será feita após a finalização dos pareceres da Subcomissão e o cumprimento integral das exigências legais estipuladas no edital pela licitante. Não existe uma data definida para a assinatura do contrato. A homologação e formalização do termo de concessão dependerão da conclusão dos pareceres técnicos e do atendimento total das exigências legais”, afirmou a pasta em nota.
A primeira tentativa de licitação foi marcada para o dia 14 de maio, mas foi suspensa pelo Município antes da abertura das propostas. Na ocasião, foi informado que seria necessário revisar o edital com base nas observações feitas pela equipe técnica, seguindo recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Um aspecto do edital poderia gerar interpretações ambíguas e questionamentos futuros sobre o repasse financeiro que a prefeitura faria para auxiliar nos atendimentos do hospital.
Gastos elevados e melhorias previstas
A proposta de concessão visa transferir a gestão do hospital para uma empresa com expertise na área, visto que atualmente os custos mensais da unidade giram em torno de R$ 3 milhões.
Dentre as alterações feitas no edital, destaca-se a inclusão da construção de um elevador de emergência, solicitada durante uma vistoria realizada pelo Corpo de Bombeiros, além da criação de um Ambulatório de Ortopedia que atenderá casos menos complexos, ajudando a aliviar a demanda nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).
A empresa concessionária ficará encarregada da administração completa da unidade hospitalar, incluindo contratação de profissionais, aquisição dos insumos necessários e operação geral. O projeto também contempla investimentos em melhorias estruturais significativas, como a instalação de uma sala para tomografia dentro dos próximos dois anos, revitalização da UTI e modernização das enfermarias.
Ampliação e novos leitos
Simultaneamente a esse processo, segue em fase final as obras de ampliação do hospital, com previsão de conclusão até o fim de novembro. O investimento total na reforma e ampliação ultrapassa R$ 8 milhões, incluindo a instalação de uma nova subestação elétrica para garantir um fornecimento mais seguro ao hospital e um sistema energético backup que assegure segurança durante os procedimentos. Após a conclusão das obras, o hospital contará com 24 leitos destinados à enfermaria e 11 à ortopedia, além dos outros 50 leitos já existentes na enfermaria e 10 na UTI, totalizando assim 95 leitos.
Com as novas instalações serão criadas três salas cirúrgicas acompanhadas por uma estrutura auxiliar voltada ao pós-operatório, além da centralização dos materiais utilizados no setor cirúrgico. Também está sendo construído um novo espaço administrativo além das áreas destinadas ao depósito e carga/descarga integradas ao setor ortopédico existente.
O aumento na capacidade atenderá à demanda crescente do HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná), principal referência na região. As obras estão sob responsabilidade da empresa Costa Oeste Construções localizada em Cascavel; o novo edifício terá três andares destinados à criação dos novos leitos. Vale lembrar que este prédio anteriormente abrigou a UPA Brasília e o antigo Hospital Santa Catarina.
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