Paraná registra mais de 1,4 milhão de mamografias e destaca a importância da detecção precoce do câncer de mama

Nesta segunda-feira (19), em alusão ao Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama, a Secretaria da Saúde enfatiza os investimentos feitos na rede oncológica e a relevância dos exames preventivos.

A detecção precoce continua a ser uma estratégia crucial para aumentar as chances de êxito no tratamento do câncer de mama. Neste 19 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) salienta a importância do acompanhamento médico regular, da realização de exames e da adoção de hábitos saudáveis como formas eficazes de minimizar os riscos da doença.

Desde o ano passado, o Paraná já realizou mais de 1,4 milhão de mamografias, conforme dados coletados pela Sesa. Este exame é fundamental para detectar alterações nas mamas, muitas vezes antes mesmo do surgimento de sintomas, permitindo que as pacientes sejam encaminhadas para investigações ou tratamentos necessários.

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), recomenda-se que mulheres com idades entre 50 e 74 anos façam o rastreamento mamográfico a cada dois anos. Mulheres entre 40 e 49 anos e aquelas com mais de 74 também podem solicitar o exame, mesmo sem apresentar sintomas, após receberem informações sobre os potenciais benefícios e riscos envolvidos.

O processo inicial ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde as pacientes são avaliadas por profissionais qualificados que, se necessário, encaminham para exames adicionais.

É aconselhável que mulheres de todas as idades busquem atendimento médico sempre que notarem alterações nas mamas, independentemente do calendário de rastreamento estabelecido.

Carreta Saúde da Mulher amplia acesso aos exames

Além das unidades fixas, o estado do Paraná disponibiliza a Carreta Saúde da Mulher, uma unidade móvel que viaja por diferentes localidades oferecendo consultas, exames e orientações sobre câncer de mama e colo do útero.

De janeiro até outubro deste ano, essa iniciativa já contabilizou mais de 35,7 mil procedimentos realizados, beneficiando cerca de 10,6 mil mulheres.

César Neves, secretário estadual da saúde, ressalta que o monitoramento frequente e a identificação precoce de possíveis alterações são essenciais para prevenir o agravamento da doença.

“É fundamental que as mulheres procurem as unidades de saúde ao notarem qualquer suspeita e realizem os exames preventivos como a mamografia dentro dos prazos recomendados”, destacou.

Ele também enfatizou que os avanços nos tratamentos têm ampliado as chances de recuperação das pacientes, especialmente quando a doença é diagnosticada em fases iniciais.

Paraná investe R$ 69 milhões na rede oncológica

O aprimoramento da estrutura assistencial faz parte das ações estaduais para combater o câncer de mama. Nos últimos dois anos, foram alocados cerca de R$ 69 milhões em equipamentos novos, melhorias nas instalações e expansão da infraestrutura da rede oncológica.

Esses investimentos visam descentralizar o atendimento especializado e aumentar o acesso ao diagnóstico e tratamento em diversas regiões do Paraná.

Entre as iniciativas estão ações relacionadas ao Plano de Expansão da Radioterapia (Persus II), abrangendo instituições como o Hospital do Câncer em Londrina e a Associação Beneficente Menino Deus localizada em Francisco Beltrão.

O Hospital do Câncer em Umuarama também foi beneficiado através do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).

Reconstrução mamária integra atendimento pelo SUS

O suporte às mulheres diagnosticadas com câncer de mama inclui procedimentos para reconstrução mamária visando aquelas que necessitam remover parcial ou totalmente as mamas durante o tratamento.

Atualmente, existem 16 hospitais públicos ou privados credenciados pelo SUS no Paraná habilitados para realizar reconstruções mamárias e mamoplastias oncoplásticas. Essas unidades estão distribuídas pelas quatro macrorregiões do estado.

Além dos benefícios físicos proporcionados por esses procedimentos, eles também contribuem positivamente para a saúde mental e autoestima das pacientes.

Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, afirma que ampliar essa estrutura é essencial para oferecer um atendimento adequado independentemente da localização das pacientes no estado.

“Estamos comprometidos em assegurar que todas as mulheres tenham acesso aos exames necessários, diagnósticos precisos e tratamentos oportunos onde quer que residam no Paraná”, afirmou ela.

Hábitos saudáveis podem reduzir o risco da doença

O câncer de mama possui múltiplas origens ligadas a fatores genéticos, hormonais, reprodutivos e comportamentais.

Entre os elementos que podem aumentar o risco estão: envelhecimento avançado, sobrepeso, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, tabagismo e histórico familiar positivo para câncer mama ou ovário.

Condições hormonais e reprodutivas específicas também influenciam esse risco. Isso inclui ter a primeira menstruação antes dos 12 anos ou ter filhos após os 30 anos; ainda não ter tido gestações; além do uso prolongado de determinadas terapias hormonais.

Conforme informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), este é o tipo mais prevalente entre as brasileiras quando desconsideramos os casos não melanoma da pele.

No Paraná, as taxas estimadas variam entre 42,5 a 50,3 casos por cada 100 mil habitantes.

Embora nem todos os casos possam ser evitados completamente, acredita-se que aproximadamente 30% dos casos estejam associados a fatores modificáveis.

Adotar uma rotina regular com atividades físicas adequadas à saúde; manter um peso equilibrado; seguir uma alimentação balanceada; reduzir o consumo alcoólico; abandonar o tabagismo; além da prática da amamentação são algumas medidas recomendadas pela Sesa para mitigar riscos à saúde das mulheres.

Conheça os principais sinais de alerta

A vigilância quanto às mudanças nas mamas é fundamental para reconhecer situações que requerem avaliação médica imediata.

Os principais sinais que devem ser avaliados incluem:

  • Caroço endurecido na mama sem dor associada;
  • Saída involuntária de líquido pelo mamilo fora do período lactante;
  • Mudanças persistentes no tamanho ou formato das mamas;
  • Retração do mamilo;
  • Vermelhidão ou alteração na pele com aspecto semelhante à casca laranja;
  • Presença de caroços nas axilas ou na região cervical.

Reconhecer estes sinais não significa automaticamente indicar câncer; porém exige atenção médica apropriada.

Fazer autoexames pode ajudar na identificação dessas alterações; contudo não substitui a necessidade dos exames regulares como mamografias nem deve substituir consultas médicas periódicas.

A Sesa enfatiza que as equipes responsáveis pela Atenção Primária à Saúde têm um papel crucial na orientação às mulheres sobre sinais suspeitos e no direcionamento adequado aos serviços especializados.

AEN

By Vida em Curitiba

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