Mudanças na pele, alterações no mamilo e sintomas que podem ser confundidos com variações hormonais são aspectos que merecem atenção; especialista da Uopeccan orienta sobre a importância de buscar avaliação médica.
Ao se referir ao câncer de mama, o nódulo frequentemente é o primeiro sinal que vem à mente. No entanto, a doença pode se manifestar de maneiras diferentes. Alterações sutis na aparência das mamas, modificações no mamilo e sinais que se assemelham a efeitos hormonais podem passar despercebidos, especialmente quando são vistos como parte das mudanças naturais do corpo.
A oncologista clínica Aline Bobato, da Uopeccan em Cascavel, ressalta a importância de estar atenta a quaisquer modificações que não eram características habituais das mamas. “É fundamental que a mulher observe qualquer nova alteração nas mamas, como variação no tamanho ou formato, mudanças na pele, retração do mamilo, persistência de vermelhidão, inchaço ou secreção pelo mamilo. Embora nem toda mudança indique câncer, uma alteração nova e persistente deve ser investigada por um profissional”, alerta.
Sinais que requerem investigação incluem o engrossamento da pele e o aparecimento de pequenas depressões semelhantes à casca de laranja. Quanto à secreção do mamilo, é essencial prestar atenção especial quando ocorre espontaneamente sem pressão na área, especialmente se for unilateral ou apresentar sangue. Apesar dessas manifestações poderem ter origens benignas, é vital determinar sua causa.
Um equívoco comum é supor que a gravidade de uma alteração está ligada à presença de dor. A médica esclarece que o câncer de mama pode não causar desconforto nos estágios iniciais. “A dor isoladamente não é um dos sinais mais frequentes do câncer de mama. Muitas vezes, nos estágios iniciais da doença, a dor pode não estar presente. Portanto, não devemos aguardar o surgimento da dor para buscar atendimento médico”, enfatiza.
Quando uma mudança é confundida com algo normal
Mudanças hormonais, o ciclo menstrual e a amamentação podem causar alterações nas mamas como inchaço e sensibilidade. O problema surge quando uma modificação persistente é automaticamente atribuída a essas condições sem uma avaliação profissional adequada.
Na prática clínica da oncologista, muitas pacientes esperam semanas ou até meses na expectativa de que as alterações desapareçam sozinhas. Essa situação merece atenção especialmente durante a gravidez e amamentação, períodos em que as transformações naturais do corpo podem dificultar a identificação de algo anômalo.
“É crucial lembrar que estar grávida ou amamentando não exclui a possibilidade de desenvolvimento do câncer de mama. Se surgir uma nova alteração que não melhora ou está em progressão, deve ser avaliada por um médico”, orienta Aline.
A idade também pode levar a uma falsa sensação de segurança. Embora a incidência da doença aumente com o envelhecimento, mulheres mais jovens também podem ser diagnosticadas. Nessa faixa etária, a maior densidade do tecido mamário pode dificultar a identificação de certas alterações em exames como a mamografia, tornando fundamental uma avaliação individualizada diante de sintomas suspeitos.
Mamografia normal não significa que novas alterações possam ser ignoradas
O câncer de mama pode evoluir sem apresentar sinais visíveis. Nesse contexto, os exames de rastreamento como a mamografia são essenciais para detectar alterações antes que possam ser percebidas através do toque.
Contudo, um resultado normal na mamografia não isenta a necessidade de investigar novas mudanças que possam surgir posteriormente. “Uma mamografia normal é uma excelente notícia, mas isso não significa que qualquer modificação futura possa ser desconsiderada. Se houver percepção de um nódulo ou qualquer nova alteração persistente, é imprescindível buscar avaliação médica mesmo após um exame recente”, destaca.
A especialista também ressalta que encontrar um nódulo não implica necessariamente em um diagnóstico maligno. Cistos e fibroadenomas são exemplos de alterações benignas. A investigação pode incluir exame clínico, ultrassonografia, mamografia e biópsia quando necessário para análise tecidual.
Para Aline, o principal conselho é não deixar dúvidas atrasarem o atendimento médico: “Não hesite em procurar ajuda e evite esperar pela piora ou pela dor das alterações observadas. Cuidar da saúde envolve também estar atento ao próprio corpo e investigar mudanças.”
Como agendar mamografia na Uopeccan
A mamografia é uma ferramenta fundamental para detecção precoce do câncer de mama. No Brasil, recomenda-se que mulheres com 40 anos ou mais realizem esse exame anualmente; em casos considerados de alto risco, o acompanhamento pode iniciar antes conforme orientação médica.
Na Uopeccan, as mulheres podem realizar o exame gratuitamente durante todo o ano nas unidades localizadas em Cascavel, Umuarama e Medianeira. Mulheres acima dos 40 anos têm a possibilidade de agendar diretamente sem necessidade de solicitação médica prévia.
Para agendar uma mamografia, basta entrar em contato com as unidades pelos seguintes números: Cascavel (45) 2101-7015 ou 2101-7112; Umuarama (44) 2031-0755 ou 2031-0754; Medianeira (45) 3126-0700. Também é viável solicitar pelo site https://outubrorosa.uopeccan.org.br/.
FONTE: UOPECCAN
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