A campanha Vape Zero, fruto da colaboração entre estudantes de medicina do Centro Universitário FAG e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), membros da Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina, tem promovido palestras educativas nas escolas. O foco das apresentações é discutir os impactos da nicotina no corpo humano, a dependência química gerada por seu uso e os problemas de saúde relacionados aos dispositivos eletrônicos.
Hudson Moreschi esclarece que, além dos riscos associados à dependência e a doenças pulmonares, as orientações dadas também abordam as possíveis consequências para a saúde mental e os perigos ligados à exposição a substâncias que podem ser cancerígenas.
Yanna Erica, diretora do projeto Vape Zero, ressalta que a crescente popularidade dos cigarros eletrônicos entre jovens está intimamente ligada à influência dos grupos sociais e à falta de informação sobre seus efeitos nocivos ao organismo.
“Por estar tão normalizado na sociedade atual e ser considerado uma moda, muitos acabam não refletindo sobre o quanto isso pode ser prejudicial à nossa saúde”, detalha Yanna.
Pesquisa identifica consumo entre adolescentes
Em um estudo anterior que envolveu mais de 300 alunos sobre o uso de cigarros eletrônicos, constatou-se que 13% dos entrevistados ainda utilizavam esses dispositivos. Mais de 36% relataram já ter experimentado, mas não faziam mais uso, enquanto 50,6% afirmaram nunca terem tentado.
Os resultados também revelaram um alto nível de desconhecimento sobre as substâncias contidas nos cigarros eletrônicos e os possíveis danos à saúde que podem causar, o que reforça a relevância das iniciativas educativas em andamento nas escolas.
Vereadores destacam resultados e continuidade do projeto
Os vereadores Hudson Moreschi e Everton Guimarães afirmam que o segundo ano da campanha demonstra o alcance das metas estabelecidas, especialmente no que diz respeito à disseminação de informações e à promoção de mudanças comportamentais entre os alunos.
A ação evidencia ainda a importância da colaboração entre o Legislativo, as instituições educacionais superiores e a rede pública estadual na realização de iniciativas preventivas voltadas para a saúde dos jovens.
Com os avanços observados nas duas primeiras edições do projeto, os organizadores já estão elaborando planos para expandir o Vape Zero em 2027, com o objetivo de atingir um número ainda maior de estudantes em Cascavel.
Assessoria Câmara
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