O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) recebeu uma equipe de profissionais especializados para a captação de um pulmão, em um procedimento que demandou uma coordenação eficaz entre diversos setores da saúde. Após a autorização da família, o processo é iniciado de forma imediata, com a Central Estadual de Transplantes sendo notificada para organizar a logística necessária, que inclui a busca por receptores compatíveis e o deslocamento da equipe responsável. Simultaneamente, o hospital proporciona cuidados intensivos ao potencial doador, garantindo a preservação adequada dos órgãos.
A coordenadora da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, Gelena Castillo, ressaltou que o tempo é crucial em todas as fases do processo. “Assim que recebemos a autorização da família para a doação, ocorre uma mobilização significativa envolvendo a Central de Transplantes e as equipes especializadas. Normalmente, a equipe encarregada de buscar o pulmão chega em poucas horas, pois tratamos tudo com máxima prioridade”, afirmou.
Etapas da Captação e do Transplante
O procedimento cirúrgico de captação pode levar entre quatro e seis horas, especialmente quando envolve mais de um órgão. No caso específico do pulmão, sua retirada exige ainda mais atenção devido à delicadeza do órgão. Após essa etapa, há um tempo limitado para a realização do transplante. “Para este órgão em particular, o intervalo é bastante restrito. O transplante deve ser realizado em até seis horas após a captação, exigindo uma logística rápida e bem coordenada”, explicou Gelena. A complexidade deste processo está também vinculada às condições necessárias para que o órgão seja considerado viável para transplante.
Diversos fatores como infecções, lesões pulmonares, tempo prolongado sob ventilação mecânica e alterações nos níveis de oxigenação podem inviabilizar o uso do pulmão para transplante pulmonar. Essa série de requisitos torna o transplante pulmonar menos comum em comparação com outros órgãos, demandando avaliações criteriosas e cooperação entre equipes especializadas ao longo de todas as etapas do procedimento.
A atividade de captação destaca o papel fundamental do HUOP no contexto do sistema de transplantes, evidenciando a relevância da agilidade e integração nos processos necessários para realizar intervenções complexas como o transplante pulmonar. “Cada doação de pulmão é uma ocorrência rara, complexa e extremamente valiosa. É um momento que traz gratidão à família que doa e também serve como uma oportunidade de conscientização para toda a sociedade. Discutir sobre doação de órgãos pode salvar vidas. Converse com seus familiares sobre isso. Uma decisão pode transformar dor em vida e salvar muitas pessoas. Seja um doador e informe aqueles que você ama”, concluiu Gelena.
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