Saúde reforça cuidados contra a dengue apesar da redução nos registros de casos

Embora o Paraná tenha registrado uma significativa diminuição nos casos e mortes por dengue nos primeiros meses de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reitera a importância de manter os cuidados preventivos. A presença de diversos sorotipos do vírus no estado requer vigilância constante para evitar uma nova onda da doença, especialmente devido às condições climáticas que favorecem a reprodução do mosquito Aedes aegypti.

Existem quatro variantes conhecidas do vírus da dengue, denominadas DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Uma vez que uma pessoa é infectada por um desses sorotipos, ela adquire imunidade permanente apenas para aquela específica variação. Isso implica que um indivíduo pode contrair dengue até quatro vezes ao longo da vida. As infecções subsequentes, provocadas por um sorotipo diferente daquele com o qual o paciente já teve contato, apresentam maior probabilidade de evoluir para formas severas da doença, podendo resultar em complicações graves e até mesmo em óbito.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, enfatiza que a fase atual de baixa transmissão não deve ser vista como um sinal de que os riscos acabaram. Ele observa que a redução significativa nos índices da doença é uma boa notícia e resultado do esforço conjunto entre o governo e a população, mas ressalta que a luta contra o mosquito transmissor não pode relaxar.

“É essencial manter rigorosamente as medidas de controle do mosquito. A limpeza das calhas, a vedação adequada das caixas d’água, o cuidado com os pratos dos vasos de plantas e o descarte correto do lixo são ações fundamentais”, declarou o secretário. “O comprometimento da população é crucial para manter os níveis da doença sob controle e proteger todos contra as diferentes variações do vírus da dengue”, concluiu.

VIGILÂNCIA

A vigilância laboratorial no Paraná monitora continuamente a circulação viral desde 1995. O histórico no estado revela uma alternância na predominância dos sorotipos ao longo dos anos. O DENV-1 foi o mais prevalente até 2018, seguido pelo domínio do DENV-2 em 2019 e 2020. Desde 2021, o DENV-1 voltou a ser o principal sorotipo responsável pelas infecções no estado. Contudo, um dado alarmante para as autoridades sanitárias é a reintrodução do sorotipo DENV-3, que foi registrado a partir de 2024.

Entre janeiro e abril de 2026, mais de seis mil amostras foram analisadas pelos laboratórios estaduais para monitorar a circulação dos quatro sorotipos. Desse total, mais de duzentas amostras deram positivo para dengue, todas provenientes de residentes no Paraná. A análise apontou que o sorotipo DENV-2 continua predominante, corroborando com o padrão identificado ao longo de 2025.

PREVENÇÃO

A Sesa permanece atenta ao combate à dengue mesmo com a redução contínua dos casos pelo segundo ano consecutivo, realizando ações em todo o estado e promovendo campanhas de conscientização junto à população.

Dados do Laboclima da Universidade Federal do Paraná (UFPR) indicam que março foi marcado por risco climático em quase todo o território paranaense e reforçam que esse fator sazonal não é mais determinante.

Abaixo estão algumas medidas que todos podem adotar para ajudar no controle:

  • Tampe caixas d’água e proteja ralos com telas
  • Mantenha limpos os bebedouros dos animais domésticos
  • Armazene recipientes que possam acumular água virados para baixo
  • Descarte pneus velhos através do serviço municipal; se precisar mantê-los, mantenha-os cobertos e protegidos da chuva
  • Remova água acumulada na bandeja externa da geladeira
  • Limpe calhas e lajes, colocando areia nos cacos de vidro que possam acumular água
  • Coloque areia nos pratos dos vasos de plantas
  • Descarte corretamente todo lixo em lixeiras fechadas e abrigadas da chuva
  • Verifique quintais e varandas para evitar acúmulo de água; até mesmo uma tampinha pode ser suficiente para permitir o desenvolvimento do mosquito

Fonte: AEN

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By Vida em Curitiba

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