A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), faz um apelo à população para que realize doações dos tipos sanguíneos O positivo (O+) e O negativo (O-). Esses tipos estão com estoques alarmantemente baixos em diversas áreas do Paraná. As doações podem ser realizadas nas 23 unidades da Hemorrede Paranaense, que atendem mais de 380 hospitais em todo o Estado.
Dados fornecidos pelo Hemepar indicam que a situação é mais crítica nas cidades da região Oeste, como Cascavel, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão. Além disso, as regiões Norte e Noroeste, incluindo Londrina e Maringá, assim como a capital Curitiba, também enfrentam dificuldades. Para facilitar o processo de doação, é possível agendar um horário pelo site do Hemepar, evitando assim filas e esperas desnecessárias.
Tipagem
Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, “a necessidade dos tipos sanguíneos O positivo e O negativo é urgente para atender toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), além de instituições hospitalares privadas e beneficentes. Fazemos um chamado ao espírito solidário dos paranaenses para que visitem uma das centrais do Hemepar e realizem sua doação. Contribuir com sangue é um gesto que pode salvar até quatro vidas e não traz riscos à saúde.”
O sangue tipo O Rh negativo (O-) é especialmente crucial em situações de emergência médica. Isso se deve ao fato de que esse tipo pode ser administrado a qualquer paciente, pois não possui os antígenos A, B ou Rh. Quando uma pessoa chega a um hospital com hemorragia severa e não há tempo para realizar o teste sanguíneo necessário, os profissionais médicos utilizam O- para garantir a sobrevivência do paciente.
Por outro lado, o sangue O Rh positivo (O+) é o tipo sanguíneo mais comum no Brasil, embora não seja considerado o doador universal absoluto devido ao fator Rh. Sua prevalência faz dele o tipo mais requisitado nos hemocentros. Ademais, ele pode ser transfundido para qualquer indivíduo que tenha fator Rh positivo (A+, B+, AB+ e O+), englobando assim a maior parte da população.
Essencial
A importância das doações de sangue vai além de atender pacientes em estado crítico; elas são vitais para garantir suporte durante cirurgias, tratamentos oncológicos e vários outros procedimentos que requerem transfusão. O sangue coletado na Hemorrede abastece 95,6% dos leitos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná.
Cada ação de doação resulta em aproximadamente 450 ml a 470 ml de sangue que pode ser dividido em até quatro componentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado). Assim, uma única doação tem potencial para salvar pelo menos quatro vidas.
Doações
No ano passado, a rede Hemepar contabilizou 214.377 doações, resultando em uma média superior a 17.864 coletas mensais ou 703 diárias. Nos primeiros quatro meses deste ano, foram registradas 72.054 doações—um aumento de 3,2% em relação ao mesmo período anterior, quando houve 69.698 doações.
A reposição do volume sanguíneo após a doação não prejudica o organismo; o plasma é renovado em até 24 horas e os glóbulos vermelhos são repostos em aproximadamente quatro semanas.
QUEM PODE DOAR
Para realizar uma doação de sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores devem estar acompanhados por um responsável legal e portar autorização por escrito. Homens podem doar a cada dois meses até um máximo de quatro vezes anuais; mulheres têm permissão para doar três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as coletas. Os candidatos devem pesar no mínimo 50 quilos e estar bem descansados, alimentados e hidratados—evitando alimentos gordurosos nas quatro horas antes da coleta. É imprescindível apresentar um documento oficial com foto contendo nome completo, data de nascimento, nome da mãe e número do RG ou CPF.
O post Estoques críticos de sangue O- e O+ levam Hemepar a solicitar doações apareceu primeiro em O Paraná – Jornal de Fato.
