Ampliação do Hospital de Retaguarda finalmente prevista para entrar em operação até novembro após sucessivos atrasos

Cascavel se prepara para um significativo avanço na área da saúde com a iminente abertura da nova ala do Hospital de Retaguarda Allan Brame Pinho, prevista para novembro. Embora a obra, que deveria ter sido finalizada no início de julho, tenha enfrentado diversos atrasos e esteja 95% completa, ainda restam detalhes a serem concluídos. O projeto começou em maio de 2024 e tinha um prazo de um ano para sua entrega, mas tem se estendido além desse período.

O secretário municipal de saúde, Ali Haidar, informou que a ampliação está quase finalizada, com algumas pendências relacionadas aos acabamentos e à parte elétrica. A entrega formal da obra está programada para esta semana, mas o funcionamento efetivo só se dará em novembro, uma vez que é necessário instalar todo o mobiliário e realizar as adaptações pertinentes.

Além da construção principal, uma nova licitação foi necessária para completar o projeto. Segundo Haidar, foram criadas áreas específicas para a instalação de geradores dedicados ao centro cirúrgico, uma caixa d’água e espaços adequados para descarte de resíduos hospitalares. Essa nova licitação totalizou mais de R$ 1 milhão. No total, o investimento na reforma e expansão ultrapassa R$ 8 milhões e inclui a instalação de uma nova subestação elétrica, aumentando a segurança do abastecimento energético do hospital e garantindo um sistema de backup durante os procedimentos.

Mais leitos

Com a conclusão da obra, o hospital contará com 24 leitos de enfermaria, além de 11 leitos dedicados à ortopedia, somando-se aos já existentes 50 leitos de enfermaria e 10 leitos de UTI. A ampliação também permitirá a criação de três novas salas cirúrgicas, acompanhadas por uma estrutura auxiliar voltada ao pós-operatório e à centralização dos materiais utilizados. Um novo espaço administrativo está sendo construído juntamente com áreas adicionais para depósito e logística.

O secretário destacou que assim que os novos serviços entrarem em operação, espera-se que eles contribuam para aliviar a demanda do HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná), que atua como o principal hospital referência da região.

A execução das obras está sob responsabilidade da empresa Costa Oeste Construções, localizada em Cascavel. O novo edifício terá três andares onde estarão disponíveis os novos leitos; anteriormente, essa edificação abrigava a UPA Brasília e o antigo Hospital Santa Catarina.

Concessão

A licitação destinada à concessão do hospital pelos próximos dez anos será realizada no dia 11 de setembro. Embora o processo já tivesse sido agendado anteriormente, ele sofreu ajustes solicitados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e agora será realizado conforme as características originais. O modelo atenderá 100% ao SUS com subsídios municipais. A proposta prevê transferir a gestão do hospital para uma empresa especializada em razão dos custos mensais atuais que se aproximam de R$ 3 milhões.

Entre as modificações no edital está a inclusão da construção de um elevador de emergência, atendendo a uma solicitação feita pelo Corpo de Bombeiros durante uma vistoria. Também foi prevista a criação de um Ambulatório de Ortopedia destinado ao atendimento de casos menos complexos, ajudando assim a diminuir a pressão sobre as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). O valor estimado para esse pacote de serviços é próximo a R$ 700 mil, que será repassado à concessionária mediante o cumprimento das condições estabelecidas no contrato.

Outras alterações consideradas mais atrativas ao mercado incluem novas ampliações estruturais, previsão para criação de mais leitos e implementação de um centro cirúrgico. A análise das propostas levará em conta 70% pela qualificação técnica e 30% pelo preço; entre as exigências estão metas mínimas relacionadas às cirurgias realizadas, taxa mínima de ocupação dos leitos hospitalares e dedicação exclusiva das equipes profissionais.

A concessionária também assumirá a responsabilidade integral pela gestão da unidade hospitalar, incluindo contratação do pessoal necessário e aquisição dos insumos requeridos.

Melhorias estruturais

O projeto contempla também investimentos voltados para melhorias estruturais futuras como a instalação de uma sala dedicada à tomografia dentro de até dois anos, revitalização da UTI e modernização das enfermarias.

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By Vida em Curitiba

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