SERÁ QUE FAZEMOS PARTE DISSO?

O livro que aborda “a trajetória do banditismo nos Estados Unidos” revela a extensão do crime organizado e os diversos setores em que atuava. Praticamente nada se salvava da bandidagem disfarçada. Um dos aspectos mais observados era a fiscalização sobre o consumo de bebidas alcoólicas, que se tornava cada vez mais oneroso, em decorrência de estudos que apontavam prejuízos na performance laboral e na produtividade dos trabalhadores. Essa situação intensificou a vigilância mútua entre as pessoas, não se limitando apenas à atuação policial sobre os consumidores. No cenário criminoso, certos nomes ganharam notoriedade, pois quanto mais restrito se tornava o acesso ao álcool, mais elevado e desejado ele se tornava.

A opinião pública americana foi moldada para rejeitar e proscrever o álcool, sendo que até a imprensa cometeu erros notáveis nesse debate. Estatísticas apresentavam falhas e os linotipistas, profissionais de um antigo método de impressão, frequentemente sucumbiam a esses “erros”. Se inicialmente a taxa de erros nos trabalhos era de cinco por cento, no dia seguinte esse índice poderia subir para dez por cento, resultado do consumo habitual de três ou quatro copos de cerveja. Diante dessa vigilância intensificada, o preço das bebidas aumentava consideravelmente. A máfia, sempre em busca de lucro, percebeu que não apenas o álcool era uma oportunidade, mas sim todos os outros produtos disponíveis no mercado. Assim, tornou-se evidente que até itens como sabão em pó estavam sob controle da máfia.

A população passou a ser cada vez mais pressionada em suas escolhas de produtos e atribuir qualidade – boa ou ruim – ao consumo de álcool. À medida que a qualidade dos serviços diminuía, crescia a associação com o efeito do álcool nas diversas facções. Nesse contexto tumultuado, chegou-se ao entendimento de que as misturas aceitáveis deveriam ter um limite máximo de cinco por cento. Com nomes célebres inseridos nas discussões e produtos sendo afetados em múltiplos setores, ficou claro que até atividades esportivas foram impactadas pela máfia – incluindo boxe e corridas de cavalos. O futebol brasileiro não foi afetado por falta de popularidade suficiente naquele momento para justificar tal exploração.

A manipulação estava mais presente nas lutas e nas corridas equinas. Entretanto, essa narrativa também encontra paralelos no Brasil contemporâneo com as conhecidas apostas, ou “bets”. Chegando nesse ponto crítico, surge uma reflexão: “Por que Vinícius Jr. não cobrou aquele pênalti? Se ele (que estava com a bola!) tivesse marcado… quanto dinheiro teria circulado dos dois lados? É possível que algum tipo de “domínio psicológico” já tenha encontrado seu caminho no futebol brasileiro, com surpresas aparecendo nas apostas?”

GRIFE  

João Saldanha certa vez afirmou: “O pênalti deveria ser cobrado pelo Presidente do Clube…”

MESA DE BAR

O que? Quem realmente controla o futebol brasileiro é o filho de Gilmar Mendes?

– Garçom… Traga mais uma cerveja gelada, por favor!!!

By Vida em Curitiba

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